Projeto do Centro de Atendimento à Mulher em Tabatinga não saiu do papel

Em 2015 foi anunciado que o município de Tabatinga foi incluído no programa do Governo Federal 'Mulher: Viver sem Violência', e seria contemplado com um Centro de Atendimento à Mulher,

Imagem: Internet

Na semana que iniciamos os 16 dias de ativismo contra a violência femenina, o Portal Otambaqui, lembra que no dia 29 de junho de 2015, no auditório da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) – Campus Tabatinga, foi realizado reunião institucional da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), evento que acontece todos os anos, em cidades onde a EBC tem emissoras. A reunião foi feita com entidades parceiras na defesa dos direitos das mulheres.

Naquele ano foi anunciado que o município de Tabatinga foi incluído no programa do Governo Federal ‘Mulher: Viver sem Violência’, e seria contemplado com um Centro de Atendimento à Mulher, no qual receberá o nome de Lana Micol, radialista e coordenadora da Rádio Nacional do Alto Solimões, em Tabatinga, assassinada no dia 26 de maio de 2013.

Esteve presente na época, a coordenadora-geral de Fortalecimento da Rede de Atendimento da Secretaria de Enfrentamento à Violência Contras as Mulheres do Governo Federal, Fernanda Papa, que destacou que já existia um local para construção do centro na cidade.

“Aqui em Tabatinga, nós esperamos que seja em um lugar bem centralizado, provavelmente próximo à Avenida da Amizade, em terreno que pertence à União para facilitar a agilidade na construção dessa obra”.

A secretária de Políticas para as Mulheres do Estado do Amazonas, Keith Bentes, ressaltou o combate à violência contras as mulheres amazonenses e cobrou providências no caso Lana Micol.

“Nós entendemos que a violência é um mal que precisa ser combatido com o esforço de todos, do governo, da sociedade civil, da sociedade organizada, das famílias. No caso aqui, nós viemos homenagear a Lana Micol, lembrar que a situação dela ainda não foi efetivamente levada à Justiça, ainda não houve condenação, o caso ainda está aberto e isso é uma ferida aberta que precisa de uma resposta do estado”.

Que esteve também no evento em 2015 foi apresentadora do programa Viva Maria, da Rádio Nacional da Amazônia, Mara Régia, que disse que a importância da reunião foi selar compromissos entre as autoridades presentes no evento.

“Selamos aqui um compromisso muito importante no enfrentamento à violência contra a mulher, no enfrentamento desse silêncio que acaba sendo cúmplice de toda essa situação de indigência”.

Durante o encontro, foi feita uma homenagem à radialista Lana Micol. O clima era de emoção quando o pai de Lana Micol, o empresário Moisés Cirino Fonseca, se pronunciou, falando sobre a importância da reunião e da esperança de que o caso de sua filha não fique impune.

Passado mais de cinco anos, a Empresa Brasil de Comunicação não falou mais sobre o projeto que até agora não saiu do papel. O site aguarda posicionamento da empresa em relação ao assunto.

Por: Portal Otambaqui