Salário de 15mil por cinco dias não atrai médicos brasileiros para saúde indigena

O Coordenador do DSEI Alto Solimões, Weydson Pereira, disse que mesmo com salário de R$15mil reais, médicos do Brasil, não querem ficar mais que 05 dias nas aldeias.

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Foto: Portal Vermelho

Em entrevista a Rádio Nacional, o Coordenador do DSEI Alto Solimões, Weydson Pereira, falou das dificuldades em conseguir bons profissionais brasileiros para atuar na saúde indigena e ressaltou a importância do programa “Mais Médico”, principalmente a atuação dos profissionais cubanos, são mais de 30 médicos na região.

Weydson disse que mesmo com salário de R$15mil reais, médicos do Brasil, não querem ficar mais que 05 dias nas aldeias, e não prestam serviço de qualidade.

Para o coordenador, o programa Mais Médicos conseguiu incrementar o número de profissionais onde eram mais necessários. Antes do Mais Médicos, os 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI) contavam com 247 médicos que ficavam justamente em locais onde não era necessário dormir na aldeia. Com o programa, o número aumentou para 582 médicos, dos quais 292 são médicos cubanos, oito brasileiros formados no Exterior, 26 intercambistas e nove pelo Programa de Valorização do Profissional da Atenção Básica (Provab).

Texto: Marcello Bhacana