Família de colaborador da Funai morto em Tabatinga diz que assassinato é retaliação por combate a crimes ambientais

Maxciel Pereira dos Santos foi morto com dois tiros na cabeça. Ele tinha chefiado por cinco anos a coordenação da Funai do Vale do Jaguari; base onde ele trabalhava já tinha sido atacada.

Foto: G1 Amazonas

A família do colaborador da Fundação Nacional do Índio (Funai) morto após ser alvejado com dois tiros na cabeça em Tabatinga, no Amazonas, acredita que o crime, cometido na última sexta-feira (6), tenha sido uma retaliação pelo trabalho de fiscalização que ele desenvolvia na região do Vale do Javari.

Maxciel Pereira dos Santos chefiou, por cinco anos, o Serviço de Gestão Ambiental e Territorial da Coordenação Regional do Vale do Javari, segundo informou a associação de servidores da Funai Indigenistas Associados (INA).

Segundo familiares de Santos, a base onde a vítima trabalhava já tinha sido alvo de ao menos quatro ataques. A Fundação Nacional do Índio (Funai) informou que as informações sobre atos violentos na região foram repassadas à Polícia Federal para investigações. Após o assassinato, a Funai solicitou à PF abertura de inquérito para investigar o caso.

A irmã de Maxciel, Leidy dos Santos, contou que na área de proteção onde a vítima atuava acontecem atividades ilegais de extração de minério, caça, pesca e até casos de pessoas que tentam transportar drogas. O colaborador da Funai costumava atuar em operações de combate para preservar o local.

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